Acho que, na verdade, meu maior talento não é inventar coisas novas, mas sim pegar coisas que existem e relacioná-las. Criar linhas de raciocínio entre objetos e declarações distintas, sejam essas linhas temporais, espaciais ou de outros universos, outras linguagens. Talvez por isso eu goste tanto de trabalhar com Montagem/edição. O grande prazer do midiólogo é traçar diagonais, diria Debray. Talvez minha obra consista em apresentar olhares particulares na relação entre coisas que no senso comum estão separadas. Como fiz em La Nuit: O Sublime Matemático de Mondrian se junta com o ultraromantismo de Victor Hugo, com meus olhares noturnos, e outras formas de sublime acabam surgindo.
Ponho-me a pensar.

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