Paraíso, terra e infero, nesta ordem. A construção de sentido é inteiramente diferente do que se tivéssemos, aí, três pinturas separadas. Eisenstein, em seus tratados sobre montagem cinematográfica, já dizia que em qualquer declaração e em qualquer forma, a justaposição de elementos sempre significa mais do que a simples soma dos mesmos. A imagem em movimento contém em si incontáveis imagens em sucessão, mas imaginemos um tríptico de imagens em movimento...
Achei, curiosamente, num blog de outro artista do Vitruvian Woman Video Project
, um registro de tríptico em vídeo. Veja El Gran Tirador.
... É provável que eu siga nesta direção. Debray [PDF] já dizia em seu Curso de Midiologia Geral que a televisão e a imagem-vídeo tendem a obliterar o passado e o futuro, concentrando-se sempre num presente sem causa nem consequência:
"... a fabricação industrial do evento em tempo real pela imagem-som analógica modifica, como veremos, nossa relação ao passado (desvalorização do monumento) e ao futuro (evanescência das posteridades). Da mesma forma, suscita um espaço imaginário, um meio vivenciado diferente daquele que era ordenado pelas leis da perspectiva técnica..."
Um vídeo-tríptico tem possibilidades de explorar esta idéia.
Aliás, a idéia de passado, presente e futuro em tríptico me lembra muito uma forma de arte muito em voga na internet:

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